A volta de Jesus e o arrebatamento da igreja

Arrebatamento [Do gr. harpazo: do lat. rapto] significa “Retirada brusca, sobrenatural e inesperada da Igreja deste mundo, culminando no encontro com Jesus nos ares“.

Este acontecimento, ao qual o Novo Testamento dedica dois capítulos (1 Co 15 e 1 Ts 4), constituir-se-á num dos maiores milagres de todos os tempos: abrangerá, simultaneamente num abrir e fechar de olhos, diversos fatos espantosos, inexplicáveis e incompreensíveis á lógica meramente humana:

1) A ressurreição física e espiritual dos que morreram em Cristo, resultando em seres semelhantes aos anjos (Lc 20.30- 34):

2) A remoção violenta (este adjetivo revela-nos a verdadeira natureza do arrebatamento) e transformação dos salvos que estiverem vivos (1 Co 15.51-58): e:

3) A união mística e celestial da Igreja com o Cordeiro de Deus (1 Ts 4.1 5-17. De acordo com a escatologia pré-milenista, o arrebatamento da Igreja dar-se-á antes da Grande Tribulação e do estabelecimento do Milênio na Terra.

 “Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados”. 1 Co 15. 51,52

HÁ PREVISÕES DO ARREBATAMENTO?

O profeta Daniel não ousou desvendar por conta própria os mistérios relativos ao futuro; antes, confessou: “Eu, pois, ouvi, mas não entendi; por isso, eu disse: Senhor meu, qual será o fim dessas coisas?” (Dn 12.8).

Em Lucas 21.36 está escrito: “Vigiai, pois, a todo tempo, orando, para que possais escapar de todas estas coisas que têm de suceder e estar em pé na presença do Filho do homem

Quando essas coisas acontecerão? A Bíblia Sagrada apresenta os detalhes desses acontecimentos? Até que ponto podemos entender o desdobramento deles? O que ocorrerá nos Céus e na Terra? Quem participará desses eventos?

São muitas as perguntas quanto ao futuro, mas não podemos ir além do que está escrito na Bíblia (Dt 29.29; I Co 4.6).

Embora o ser humano seja obcecado por novidades, os subsídios extra bíblicos, como divagações filosóficas, supostas divinas revelações, etc., só confundem o estudioso da Bíblia Sagrada.

Hodge afirmou:

“É preciso ter em mente que teologia não é filosofia. A teologia não pretende descobrir a verdade nem conciliar o que ensina como verdadeiro com todas as outras verdades. Seu papel é simplesmente declarar o que Deus revelou em sua Palavra…”

PRINCIPAIS EVENTOS ESCATOLÓGICOS

Em que ordem as últimas coisas devem acontecer? Apresentamos abaixo uma seqüência geral acompanhada de passagens bíblicas, para que, estudando-as, tenhamos em mente todo o cenário escatológico.

Devemos examinar minuciosamente na Bíblia, em meditação, cada referência da relação abaixo:

O Arrebatamento da Igreja. Nos ares; antes da Grande Tribulação (I Ts 4.16,17; 1.10). Esse rapto dos salvos desencadeará uma série de eventos.

O Tribunal de Cristo. Ainda nos ares (Ap 22.12; I Pe 5.4).

A Grande Tribulação. Na Terra, por sete anos (Dn 9.25-27); e as Bodas do Cordeiro, no Céu (Ap 19.1-9).

A Vinda de Jesus à Terra. Em poder e glória, para a batalha do Armagedom (Zc 14.1-4; Jl 3.2; Ap 16.13-16; 17.14).

O Fim do Império do Anticristo (Ap 19.19-21).

O Julgamento das Nações (Jl 3.12-14; Mt 25.31-46).

O Milênio. Após a prisão de Satanás (Ap 20.1-6).

A Revolta do Diabo e seu Julgamento. Após o Milênio, o Inimigo será solto por pouco tempo, pois logo ele — em última instância — e suas hostes serão julgados (Ap 20.7-10; Jo 16.8-11; Rm 16.20).

O Juízo Final (Ap 20.11-15).

Novos Céus e Nova Terra (Ap 21-22; 2 Pe 3.7).

Qual o cristão fiel e sincero que não espera com ansiedade a Segunda Vinda de Cristo?

Quem ama a Palavra de Deus tem a certeza de que Cristo “aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação” (Hb 9.28).

Há inúmeras profecias sobre esse acontecimento nas Escrituras, inclusive no Antigo Testamento, conquanto, naquele tempo, os israelitas não entendessem que seria necessário o Messias vir ao mundo duas vezes.

É preciso distinguir os dois momentos da vida de Jesus: o Arrebatamento (nos ares), para a Noiva (2 Co II.2), e a Vinda em Glória (à Terra), com a Esposa (Ap 19.7).

SINAIS INDICADORES DO ARREBATAMENTO

Muitos enganadores e muitos enganados. Ao ser questionado pelos seus discípulos sobre o que aconteceria antes da sua vinda e do fim do mundo (Mt 24.3), Jesus respondeu:

Acautelai-vos, que ninguém vos engane, porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos” (vv. 4,5).

O vocábulo “muitos” merece atenção especial, uma vez que costumamos empregá-lo genericamente, para qualquer grupo de pessoas ou coisas. Na passagem em apreço, significa muitos mesmo!

A cada dia, fica mais difícil contestar ensinamentos falsos porque uma grande parte das pessoas já os aceita como verdadeiros.

Esse duplo sinal — aumento de enganadores (Mc 13.22; 2 Pe 2.1,2) e proliferação de seguidores do erro, inclusive entre os crentes (“amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências”, 2 Tm 4.3) — indica que o Senhor Jesus virá em breve buscar a sua Igreja.

Depois do Arrebatamento, entrarão em cena o Anticristo e o Falso Profeta (Ap 13). Mas, nesses últimos dias, já há precursores desses líderes do mal:

Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm feito anticristos; por onde conhecemos que é já a última hora”.

João falou de muitos anticristos e muitos falsos profetas (I Jo 4.1); e Pedro, ao alertar sobre estes, disse:

E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade” (2 Pe 2.2).

Em Mateus 24.11 está escrito: “Levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos” — “muitos e muitos”, outra vez.

De fato, não serão poucos os enganadores nos dias que antecederão ao Arrebatamento. A cada dia, aumenta o número dos falsos profetas, verdadeiros lobos (At 20.29), que, com a sua aparência de piedade (2 Tm 3.5; I Rs 13.15-18) e dizendo que estão a serviço de Deus (Ap 2.2,20), se passam por ovelhas (Mt 7.15) e enganam aos desavisados (Ef 4.14).

Guerras e rumores de guerras. As guerras e os constantes rumores de novos conflitos também apontam para o retorno de Cristo (Mt 24.6,7).

Temos presenciado em nossos dias o surgimento de revoluções (Lc 21.9), com motivações cada vez mais banais. Há algum tempo, a publicação de caricaturas do profeta do Islã, em jornais europeus, foi o suficiente para promover uma onda de atentados contra embaixadas e consulados. No Irã, como resposta, a imprensa lançou uma competição de ofensas a judeus.

Israelenses (como os israelitas são chamados desde 1948) e palestinos continuam sendo o assunto principal das páginas internacionais dos jornais do mundo.

No ano de lançamento da primeira edição desta obra, os Estados Unidos — nação aliada de Israel — continuam no Iraque, apesar de todos os protestos, sobretudo dos muçulmanos. O Irã parece não temer nada e afronta Israel, afirmando, através de seu líder, que o Holocausto é um mito. Tem-se a impressão de que todos os conflitos têm algum relacionamento com Israel.

A perseguição aos judeus continuará até ao fim da Grande Tribulação, quando os exércitos do Anticristo, na tentativa de aniquilar os judeus, serão vencidos pelo Senhor Jesus Cristo (Ap 16.13-16; 19.11-21).

A Palavra de Deus diz que “Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem” (Lc 21.24).

E claro que, logo após o Arrebatamento, haverá uma trégua.

O Anticristo firmará um pacto de três anos e meio com os judeus, propiciando ao mundo uma aparente paz mundial, que sumirá da Terra em pouco tempo.

Vemos isso em Apocalipse 6.1-4: o cavalo branco — uma alusão à paz ilusória e temporária que começará na Terra, ainda antes do Arrebatamento (I Ts 5.3), e terá seu apogeu quando o Anticristo assumir o controle político do mundo — será seguido do cavalo vermelho, cujo cavaleiro terá a missão de tirar a paz do mundo. A tão esperada paz só será viável no Milênio (Ap 20.1-6).

Fomes e epidemias. O aumento do contingente de miseráveis em todo o mundo é um sinal claro de que Jesus em breve virá buscar o seu povo (Mt 24.7).

Calcula- se que, a cada ano, no mundo, morram cerca de vinte milhões de pessoas por causa da fome. No Brasil, estima-se que quase dez milhões de famílias estejam passando fome.

As grandes vítimas são as crianças; a alimentação inadequada retarda seu desenvolvimento físico e mental, além de reduzir a sua resistência às doenças. E sabe-se que a destruição protéico-calórica é verificável em milhões de crianças latino-americanas.

Jesus mencionou, ao lado da fome, as epidemias ou pestilências (Lc 21.11), enfermidades mortalmente infecciosas que continuarão fazendo vítimas, a despeito dos avanços da medicina.

Quando surgiu a penicilina, ainda na primeira metade do século passado, pensava-se que as infecções seriam vencidas. No entanto, de lá para cá, novos vírus surgiram, sobrepujando a capacidade inventiva do homem. O mundo tem sido desafiado por epidemias novas ou pelo recrudescimento de antigas, como AIDS, malária, cólera, tuberculose, dengue, etc.

Infelizmente, quando os cientistas, após anos de pesquisa em laboratório, descobrem uma vacina contra algum vírus, inúmeras pessoas já morreram por doenças novas.

A ciência tem comemorado grandes vitórias no âmbito das pesquisas genéticas. Haja vista as recentes experiências com células-tronco, visando ao tratamento de doenças degenerativas, como o câncer. Mas nem esses significativos avanços impedirão que ocorram epidemias em vários lugares e isto é mais um sinal da iminente volta do Senhor Jesus.

Terremotos e coisas espantosas. Outro sinal escatológico são os terremotos.

Jesus vaticinou que eles ocorreriam em vários lugares (Mt 24.7) e que seriam grandes (Lc 21.11).

Quem estuda um pouco de geologia sabe que existem áreas de maior incidência sísmica. Contudo, nota-se que os abalos têm acontecido até mesmo em lugares distantes das regiões onde ocorrem os deslocamentos das placas tectônicas.

Até no Brasil vem ocorrendo pequenos sismos, o que, há algum tempo, estava fora de cogitação.

Em Lucas 21.25, Jesus disse: “E haverá… angústia das nações, em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas”.

Essa passagem alude ao fim Grande Tribulação, quando Jesus aparecerá com poder e grande glória (v.27). Nesse caso, o terremoto no fundo do mar, ocorrido em 26 de dezembro de 2004, na Indonésia, foi mais do que um sinal da Segunda Vinda.

Sem dúvidas, aquele tsunami foi uma amostra do que acontecerá na Terra quando Deus julgar a Besta e seus adoradores (Ap 6.12; 8.5; 11.13.19; 16.18).

Juntamente com terremotos, fomes e pestilências, Jesus vaticinou que haverá, nesses últimos dias, coisas espantosas (Lc 21.11). O Senhor, aqui, parece ter usado o mesmo recurso empregado em relação às obras da carne.

Como a lista era longa, o apóstolo Paulo abreviou-a, dizendo: “e coisas semelhantes a estas” (G1 5.21).

Ao mencionar coisas espantosas sem especificá-las, Jesus pode ter feito uma referência a quedas de meteoros, furacões, tufões, tornados, erupções vulcânicas e acontecimentos terríveis semelhantes a estes.

Perseguições. Muitos cristãos não se conformam em serem rejeitados pelo mundo; querem ser bem tratados.

É claro que, como cidadãos, temos direitos e deveres. E devemos, sim, reivindicar aquilo que a lei nos garante. Não obstante, Jesus disse: “Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão. Sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome” (Mt 24.9).

O Senhor deixou claro que o ódio contra os seus servos se daria por causa do seu nome. Em outras palavras, os crentes perseguidos não são os que estão acomodados, buscando prosperidade material. Tal acossamento está relacionado aos crentes praticantes, que vivem e pregam o evangelho, e não com os nominais (Mc 13.10,11).

Não podemos ignorar o que está escrito em Mateus 5.11,12: “bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem, e perseguirem, e, mentindo, disserem todo o mal contra vós, por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus. Porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós”.

Não é normal sermos bem tratados neste mundo, a menos que nos conformemos com ele (Rm 12.1,2), abraçando o pensamento ecumênico.

Essa perseguição pode ocorrer também entre os familiares: “E até pelos pais, e irmãos, e parentes, e amigos sereis entregues; e matarão alguns de vós” (Lc 21.16).

Quando alguém se converte de verdade, as potestades do mal se enfurecem. O Inimigo sabe que um crente de vida ativa é uma ameaça para o domínio das trevas e se vale de todos os meios para tentar levá-lo ao fracasso.

Por isso, muitos não estão dispostos a ter uma vida cristã atuante (cf. Mt 10.32-39).

Escândalo, traição e ódio. Jesus disse: “Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros” (Mt 24.10, ARA).

A expressão “nesse tempo” foi empregada depois de Ele ter mencionado falsos cristos, guerras e rumores de guerras, fomes, pestes, terremotos e perseguições (vv.5-9).

Isso mostra que muitos — “muitos”, outra vez! —, nesses últimos tempos, mesmo diante de tão claros sinais da parte do Senhor, continuarão seguindo ao engano.

A palavra “escândalo” significa “fato ou acontecimento que contraria e ofende sentimentos, crenças ou convenções morais, sociais ou religiosas estabelecidas; indignação, perplexidade ou sentimento de revolta provocados por ato que viola convenções morais e regras de decoro”.

Mas, ao lado do escândalo, está a traição generalizada: “trair-se-ão uns aos outros”. Isso denota que a traição se torna, a cada dia, um sentimento presente no casamento, na sociedade, entre os que se dizem amigos, etc.

O pensamento de que é preciso “puxar o tapete” de alguém visando projeção e crescimento costuma ser comum nas empresas. A Palavra de Deus diz: “os homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganando e sendo enganados” (2 Tm 3.13), enfatizando que o sinal em apreço continuará se intensificando até ao Arrebatamento.

Jesus também falou de ódio generalizado: “uns aos outros se aborrecerão”. E o sentido de odiar ou aborrecer aqui é alimentar sentimentos maldosos e injustificáveis para com o próximo.

Faz-se necessário observar a advertência da Palavra de Deus, em I João 3.15, a fim de que tal sentimento não encontre lugar em nós: “Qualquer que aborrece a seu irmão é homicida. E vós sabeis que nenhum homicida tem permanente nele a vida eterna”.

Iniquidade e esfriamento do amor. Em Mateus 24.12, Jesus mencionou mais dois alarmantes sinais, um decorrente do outro: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriará”.

E o que assusta, neste duplo sinal, é mais uma vez a palavra “muitos”, cujo significado é “quase todos”.

Não foi por acaso que Jesus ensinou: “Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela” (Mt 7.13).

A cada dia, a aceitação da verdade da Palavra de Deus torna-se mais difícil. Doutrinas que outrora, ao serem ensinadas, geravam temor, têm levado muitos crentes a fazerem questionamentos.

Vemos que os mensageiros conservadores — mas conservadores do ponto de vista bíblico (2 Tm 1.13,14) — são vistos por muitos como extremistas, descontextualizados ou politicamente incorretos.

Isso, com certeza, é reflexo do dúplice sinal em questão. O amor ao mundo faz-nos perder o amor a Deus (Tg 4.4; I Jo 2.15-17). E muitos líderes, à semelhança de Demas (2Tm 4.10), perderão a visão espiritual, nesses últimos dias.

Os cultos, que deveriam ter como objetivos o louvor a Deus e a exposição da Palavra (I Co 14.27), se transformarão — como já vem ocorrendo — em programas de auditório, shows, com muito entretenimento e pouco ou nenhum quebrantamento de espírito na presença do Senhor.

Esse sinal indica que, nos últimos dias, o mundo se tomará tão religioso, e a igreja — quer dizer, uma boa parte dela — tão mundana, que não se saberá onde começa um e termina o outro.

Sabendo que tudo isso aconteceria, Jesus alertou: “Vigiai, pois, a todo tem- po, orando, para que possais escapar…” (Lc 21.36)

E, como escapar? O caminho é dar ouvidos à Palavra de Deus e se arrepender, a fim de que o nosso amor não se esfrie (Ap 2.4,5).

Dias de Noé. Outro sinal da vinda de Jesus é a similaridade dos últimos dias com os de Noé, caracterizados por, pelo menos, três coisas: materialismo, indiferença e violência.

Não é o que vemos hoje, em grande escala? Os homens estão cada vez mais materialistas. Como vivem fazendo planos para aumentar o seu patrimônio (Lc 12.16-20), não conseguem pensar nas “coisas de cima” (Cl 3.1,2), relativas ao Reino de Deus (Lc 12.31).

A Palavra do Senhor assevera que devemos nos guardar da idolátrica avareza (Ef 5.5; I Tm 6.10).

O materialismo torna as pessoas indiferentes ao Criador. Os antediluvianos só pensavam em seu bem-estar; sentiam-se seguros. E é assim que muitos, em nossos dias, estão se comportando.

Mas a indiferença e a aparente segurança nada representaram diante do juízo divino: “comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem” (Mt 24.38,39).

Além de indiferentes e materialistas, os antediluvianos eram violentos (Gn 6.11-13).

O mundo nunca esteve tão cheio de violência como hoje! Países europeus que se gabavam de sua “superioridade” em relação aos países subdesenvolvidos em matéria de segurança e respeito ao ser humano enfrentam agora grandes dificuldades.

Nos Estados Unidos, crimes bárbaros têm sido cometidos por jovens de famílias aparentemente bem estruturadas.

A violência, no Brasil, está banalizada; os aparecimentos de baleias encalhadas em praias do Rio de Janeiro ou de uns pingüins trazidos pelas ondas do mar chamam mais atenção que assassinatos. O que é isso? Como diz a Palavra de Deus: “Perto está o Senhor” (Fp 4.5).

Dias de Ló. Antigamente, o comportamento libertino era uma exceção; a cada dia, torna-se uma regra. Muitas mulheres, em busca da “libertação”, resolveram se entregar aos seus próprios desejos carnais (Rm 1.26).

Relacionam-se com pessoas que estão vendo pela primeira vez! Os homens, além dos pecados morais tidos como comuns, “se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, varão com varão, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro” (v.27).

Esse deprimente quadro se constitui em mais um sinal indicador do Arrebatamento, pois Jesus disse: “Como também da mesma maneira aconteceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam. Mas, no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre, consumindo a todos” (Lc 17.28,29).

As pessoas, naquele tempo, além de materialistas e indiferentes, eram imorais e amantes do prazer ilícito, antinatural (Gn 19.1-9). E, por isso, Deus destruiu as cidades de Sodoma e Gomorra (vv.24,25).

Falta de fé. Em Lucas 18.8 está escrito: “Quando, porém, vier o Filho do Homem, porventura, achará fé na terra?

Alguém poderá concluir: “Bem, a julgar pelo grande movimento da fé de nossos dias, o Arrebatamento ainda demorará a acontecer”. Entretanto, a fé da qual falou o Senhor não é aquela usada em benefício próprio. Antes, implica confiança, fidedignidade, fidelidade e lealdade, nesses tempos que antecedem o Arrebatamento.

Nos últimos dias, haverá muitos falsos mestres (2Tm 4.3), e inúmeras pessoas se desviarão da fé genuína, cujo objetivo não se restringe ao recebimento de bênçãos para esta vida.

Ter fé implica possuir fidelidade e confiança inabaláveis em Deus, haja o que houver (Hb 11.1; Fp 4.10-13). Esta virtude faz-nos ter a certeza de que pertencemos ao Senhor, ainda que venhamos a sofrer e a morrer (Rm 8.38,39; At 14.22).

Ananias, Misael e Azarias demonstraram ter essa confiança ante a ameaça de Nabucodonosor: “Eis que o nosso Deus, a quem nós servimos, é que nos pode livrar; ele nos livrará do forno de fogo ardente e da tua mão, ó rei. E, se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses nem adoraremos a estátua de ouro que levantaste” (Dn 3.17,18).

Eles estavam convictos de que Deus poderia livrá-los, e ao mesmo tempo preparados para morrer, se fosse necessário; porém jamais, em hipótese alguma, adorariam falsos deuses, mesmo que Deus não os livrasse da morte.

Infelizmente, no tempo do fim, proliferará a falsa fé, egocêntrica — a fé na fé. Muitos agirão como se Deus tivesse de responder “sim” a todos os seus pedidos. A Palavra de Deus ensina-nos a ter uma confiança inabalável (Mq 7.1-7; Jó 42.2), para que, até à nossa reunião com Ele, não nos movamos facilmente de nosso entendimento, combatendo o bom combate até ao fim (2Ts 2.1,2; 2Tm 4.7,8). E este tipo de fé será uma raridade quando o Senhor voltar.

Grandes sinais do céu. Jesus profetizou que haveria grandes sinais do céu, isto é, provenientes do céu (Lc 21. 11).

Não se trata de eclipses ou passagens de co- metas (conquanto esses sejam eventos raros), mas de “grandes sinais”. Alguns teólogos encontram nessa passagem respostas para fenômenos que transcendem à compreensão da ciência, como o aparecimento no espaço de objetos voadores não-identificados.

Muitos dos supostos discos voadores não passam de aviões, balões meteorológicos de grande altitude, planetas; fenômenos estratosféricos causados por inversões de temperatura, etc.

Há sim alguns objetos voadores para os quais a ciência não tem explicação. Talvez sejam parte dos “sinais do céu” preditos por Jesus, em Lucas 21.11. Mas não devemos especular sobre coisas incertas, tampouco nos atemorizarmos por causa delas (Jr 10.2).

Multiplicação da ciência. Em Daniel 12.4, o termo “muitos”, referente a sinais precursores da vinda de Jesus, ocorre de novo: “muitos correrão de uma parte para outra, e a ciência se multiplicará”.

Há, nessa última hora, uma corrida desesperada em busca de respostas cientificas. Não obstante, mesmo com toda a evolução da ciência e da tecnologia, só a Palavra de Deus tem a resposta para as principais indagações da humanidade (I Co 2.14,15; I Tm 6.20).

Na tentativa de encontrar respostas para os mistérios que só podem ser desvendados pelo estudo das Escrituras, mediante a revelação do Espírito, os homens têm investido quantias exorbitantes! E até hoje os pesquisadores não conseguiram responder cientificamente a perguntas como: “Quem somos:”, “De onde viemos?” e “Para onde vamos?” Não chegam às respostas, porém fazem descobertas impressionantes, que comprovam a veracidade da profecia de Daniel.

O governo norte-americano investe milhões de dólares em pesquisas espaciais. Com quais propósitos? Entender a complexidade do Universo e tentar descobrir a existência de seres mais evoluídos em outros planetas. Não tem havido êxito concreto nessa busca exobiológica, mas os investimentos “astronômicos” têm contribuído sobremaneira para o desenvolvimento da tecnologia, beneficiando, assim, o único planeta habitado, a Terra.

Nesses dias que antecedem ao Arrebatamento, os homens continuarão correndo de um lado para o outro, em busca de novas descobertas, e a ciência continuará a se multiplicar, para espanto de muitos.

Apostasia. A apostasia também está associada aos últimos dias (2 Ts 2.3; I Tm 4.1). E, da forma como é mencionada, só pode ocorrer entre os crentes em Jesus, pois as pessoas do mundo não têm de que apostatar. Este verbo denota abandono consciente da verdade, para seguir à mentira.

A Palavra de Deus, em 2 Timóteo 4.3,4, de modo profético, mostra como esse pecado ocorre nesse tempo do fim:

Porque virá tempo em que não sofrerão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade; voltando às fábulas.

Não podemos confundir apostasia com desvios doutrinários ou comportamentais isolados, pois o apóstata dá as costas convicta e conscientemente à fé e à verdade de Deus.

Depois de resgatado do poder do pecado, o apóstata nega o Redentor, trazendo sobre si mesmo repentina perdição (2 Pe 2.1). Ele deixa-se envolver de novo pelas corrupções do mundo, permitindo que seu último estado se torne pior que o primeiro (v.20).

O apóstolo Pedro assim resume o estado de quem apóstata: “Porque melhor lhes fora não conhecerem o caminho da justiça do que, conhecendo-o, desviarem- se do santo mandamento que lhes fora dado. Deste modo, sobreveio-lhes o que por um verdadeiro provérbio se diz: O cão voltou ao seu próprio vômito; a porca lavada, ao espojadouro de lama” (2 Pe 2.21,22).

Portanto, o pecado do apóstata é maior que do incrédulo. O que ele outrora praticava, nos tempos da ignorância (At 17.30), por andar segundo o curso deste mundo (Ef 2.2), agora faz conscientemente.

Escarnecedores. Sempre houve escarnecedores (Sl 1.1; Is 28.14; Sf 2.8), inclusive no tempo em que Jesus andou na Terra (Mt 20.19; 27.29,41).

Mas a proliferação deles é um claro sinal da iminência do Arrebatamento: “nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? Porque desde que os pais dormiram todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação” (2 Pe 3.3,4).

Em Judas vv. 18,19 são mencionadas três características desses escarnecedores:

1) Andam segundo as suas ímpias concupiscências.

2) Causam divisões.

3) Não têm o Espírito Santo.

A Palavra de Senhor afirma que “nos últimos dias” haveria homens blasfemos (2Tm 3.1,2). E blasfemar significa adotar uma linguagem difamatória, zombeteira, escarnecedora e maligna acerca da Majestade Divina. Como Deus não se deixa escarnecer (G1 6.7), julgará com eqüidade os que “pisam” o Filho de Deus e têm por profano o sangue do testamento, fazendo agravo ao Espírito da graça (Hb 10.29; Mt 12.31,32).

Tempos perigosos (2Tm 3.1, gr.). Os dias que antecedem a Segunda Vinda são realmente trabalhosos, difíceis, perigosos; o espírito do Anticristo já está no mundo (I Jo 4.3).

Na Palavra de Deus, em 2Timóteo 3.1-5, há uma longa lista com dezoito características anticristãs dos homens maus desses últimos tempos, as quais apresentamos abaixo, em três grupos de seis.

Primeiro grupo — os que desprezam a Deus e a família:

1) Blasfemadores; zombam de Deus, de sua Palavra, da obra expiatória de Cristo e de tudo o que é sagrado.

2) Irreverentes; profanos; sem respeito pelas coisas sagradas.

3) Sem domínio de si; incontinentes, desequilibrados; insaciáveis quanto ao

4) Atrevidos; obstinados; insistem em pecar, mesmo depois de serem ad- vertidos.

5) Mais amigos dos prazeres que amigos de Deus; dizem-se amigos de Deus, mas é só “aparência de piedade”; são, na verdade, inimigos do Senhor (Tg 4.4). P P

6) Desobedientes aos pais; desonram e amaldiçoam pai e mãe (Ef 6.1-3; Pv 20.20).

Segundo grupo — os que amam a si mesmos:

1) Egoístas; idolatram-se; só pensam em seus próprios interesses.

2) Avarentos; fazem o que for preciso para ter dinheiro; também são idólatras (Ef 5.5).

3) Jactanciosos; presunçosos, orgulhosos; gostam de se vangloriar.

4) Arrogantes; pensam que não precisam de ninguém.

5) Enfatuados; cheios de si; egocêntricos.

6) Ingratos; incapazes de dizer um simples “obrigado”.

Terceiro grupo — os que odeiam o próximo:

1) Cruéis; matam, seqüestram, estupram, torturam, roubam, por puro prazer.

2) Inimigos do bem; pessoas sem amor para com os bons; não conseguem amar nem aqueles que só lhes fazem o bem.

3) Traidores; fingem-se de amigos, contudo agem como uma serpente ou um cão que se volta contra o dono.

4) Desafeiçoados; sem afeto natural; não têm sequer aquela afeição inata, que todo ser humano deveria possuir, naturalmente.

5) Implacáveis; irreconciliáveis; incapazes de perdoar; sedentos por vingança.

6) Caluniadores; inventam males para prejudicar o próximo.

O povo de Israel. A existência do povo israelita é um grande sinal indicador da Segunda Vinda de Cristo.

Séculos vêm e vão, povos florescem, alcançam seu apogeu, envelhecem e desaparecem. Mas Israel, ao longo desses quase seis mil anos, não foi atingido pela lei da mortalidade e desaparecimento dos povos.

A partir do ano 70, quando Jerusalém foi destruída pelos romanos, os judeus ficaram privados de seu território, vindo a sofrer terríveis perseguições. Na Idade Média, foram queimados aos milhares em praça pública pela Igreja Romana, sob o domínio do inquisidor Torquemada. E, durante a II Guerra Mundial (1939-1945), mais de seis milhões foram brutalmente assassinados.

Depois de ter sido espalhado entre as nações, por desobediência (Dt 4.23-28,63,64; Lc 21.24), Israel foi estabelecido como Estado, em 14 de maio de 1948.

O mesmo Deus que dispensou os israelitas havia feito uma promessa de ajuntá-los em sua terra (Dt 4.30; 30.1-6; Ez 11.17-36; 37.21); e isso vem se cumprindo desde o fim da primeira metade do século XX.

Apenas 24 horas após a proclamação do Estado de Israel, os exércitos de Egito, Jordânia, Síria, Líbano e Iraque invadiram o país, dando início à Guerra da Independência. Recém-formadas e pobremente equipadas, as Forças de Defesa de Israel (FDI) conquistaram uma expressiva vitória depois de quinze meses de combate.

Terminada essa primeira guerra, os israelenses concentraram seus esforços na construção do Estado. David Ben Gurion foi eleito primeiro-ministro, e Chaim Weizmann, presidente. Ainda em 1949, Israel se tornou membro das Nações Unidas, aumentando a fúria de seus inimigos, que não reconheciam o Estado de Israel.

Em 1956, sofrendo ameaças de Egito, Síria e Jordânia, Israel tomou a Faixa de Gaza e a Península do Sinai. Neste mesmo ano, de comum acordo com a ONU, Israel começou a devolver as terras conquistadas. Esta atitude lhe proporcionou algumas vantagens, como: a liberdade para navegar no Golfo de Eilat e a permissão para importar petróleo do Golfo Pérsico.

Quando a paz parecia consolidada, irrompeu, em 1967, a Guerra dos Seis Dias. O Egito novamente, deslocando um grande número de tropas para o deserto do Sinai, ordenou que as forças de manutenção de paz da ONU se retirassem da área. Entretanto, mesmo com a ajuda militar de Jordânia e Síria, os egípcios sofreram outra humilhante derrota.

Invocando o seu direito de defesa, Israel desencadeou um ataque preventivo contra o Egito, no sul, seguido por um contra-ataque à Jordânia, no leste. Expulsou, ainda, as forças sírias entrincheiradas no Planalto de Golan, ao norte. E, em apenas 6 dias, Israel conquistou a Judéia, a Samaria, Gaza, a Península do Sinai e o Planalto de Golan.

Em 1973, depois de anos de relativa calma, ocorreu a Guerra de Yom K1- pur (Dia da Expiação, o dia mais sagrado do calendário judaico). Egito e Síria atacaram Israel, dessa vez de surpresa. O exército egípcio atravessou o Canal de Suez, e as tropas sírias invadiram o Planalto de Golan.

Em três semanas, Israel repeliu os ataques de forma milagrosa. Havia, nas Colinas de Golan, 180 tanques israelenses para enfrentar 1.400 tanques sírios! No Canal de Suez, havia quinhentos israelenses para enfrentar 80.000 egípcios! Mesmo assim, em dois dias, Israel mobilizou seus reservistas e conseguiu fazer retroceder seus adversários, penetrando no território inimigo. Não fosse a intervenção da ONU, o Egito teria uma derrota arrasadora.

Depois dessa guerra, a economia israelense cresceu expressivamente. Os investimentos estrangeiros aumentaram, e, em 1975, Israel se tornou membro associado do Mercado Comum Europeu. Ademais, o turismo se tornou uma das principais fontes de renda do país.

Hoje, há ainda uma permanente ameaça: os palestinos (povos árabes que formavam a população nativa da Palestina antes de 1948). Estes, depois de serem expulsos da Jordânia, em 1970, perpetraram repetidas ações terroristas contra as cidades e colônias agrícolas israelenses, causando danos físicos e materiais. Atualmente, Israel e ANP (Autoridade Nacional Palestina) vêm tentando um acordo de paz.

A verdade é que Deus no princípio estendeu sua mão providente e protetora sobre o povo de Israel. Ao chamar Abraão, pai do povo israelita, Deus lhe disse: “em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn 12.3).

Mas Israel não foi fiel ao Senhor e trouxe sobre si duras conseqüências (Rm 11). Neste capítulo, a Palavra de Deus afirma que “o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado” (v.25).

O tempo da plenitude gentílica está chegando. A figueira (Israel) começou a florescer, e este é um dos principais sinais da Segunda Vinda de Cristo: “Olhai para a figueira (…) Quando já têm rebentado, vós sabeis (…) que perto está o verão” (Lc 21.29,30).16

Diante de tantos sinais escatológicos, reflitamos acerca do que Jesus disse, em Mateus 24.33-35:

… quando virdes estas coisas, sabei que ele está próximo, às portas. Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas essas coisas aconteçam. O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar.

A Segunda Vinda abrangerá um período de sete anos, compreendendo três grupos de povos — os judeus, os gentios e a Igreja de Cristo (I Co 10.32). Para os judeus, o Senhor virá como o Libertador, o Messias, a fim de implantar o Milênio. Para os gentios, como Juiz. Para a Igreja, como seu Noivo, no Arrebatamento, e a levará para o Céu.

Conquanto seja inútil tentar estabelecer uma data para o Arrebatamento, a cada dia surgem mais especulações sobre o assunto. Há teólogos que se arriscam nesse terreno movediço, talvez para demonstrar a sua habilidade em fazer cálculos mirabolantes. Isso é um desperdício de tempo!

Jesus foi categórico: “daquele Dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, mas unicamente meu Pai” (Mt 24.36).

O Senhor disse: “Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora” (Mt 25.13). Estejamos, pois, preparados para aquele grande acontecimento (2 Tm 4.8).

Jesus prometeu que voltará (Jo 14.3; Ap 22.20), e os anjos corroboraram as suas palavras (At 1.9-11).

Os profetas dos tempos do Antigo Testamento também anunciaram a Segunda Vinda, mesmo não tendo a devida compreensão acerca dela (Dn 7.13; Zc 14.4; Ml 3.2; etc.).

E os escritores do Novo Testamento fizeram o mesmo: Paulo (I Co 15.51,52); Tiago (5.8); Pedro (2Pe 3.10); João (I Jo 2.28; 3.1-3); Judas (v. 14); e o desconhecido autor de Hebreus (9.28).

Ademais, o testemunho da Ceia do Senhor, por Ele ordenada, é mais uma evidência de sua volta (I Co 11.26).

Pregue-se ou não acerca da Segunda Vinda, os sinais proferidos por Jesus e os apóstolos continuarão ocorrendo até ao Arrebatamento, cada vez mais intensos, numa demonstração de que as palavras do Senhor não passarão (Mc 13.31).

Não podemos estar desapercebidos, pois “fiel é o que prometeu” (Hb 10.23,37). E o fato de não sabermos quando Ele voltará (Mt 24.42-44) deve estimular-nos à vigilância (Mt 25.1-13).


1 Comentário para "A volta de Jesus e o arrebatamento da igreja"

  • Jaime e Júlioj
    fevereiro 2, 2018 (10:06 pm)
    Responder

    Qual o cristão fiel e sincero que não espera com ansiedade a Segunda Vinda de Cristo?
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    J&J:Eu não! Espero sim, a sua “terceira vinda”, visível, sonora com poder e grande glória, conforme Mateus 24:29-30.
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    Quem ama a Palavra de Deus tem a certeza de que Cristo “aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação” (Hb 9.28).
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    J&J: Amigo, o verso de Hebreus aqui é bastante claro, ele relaciona a segunda vinda de Cristo, ao pecado: SEM PECADO. Então, eu te pergunto, se Cristo descerá do céu segunda vez, sem pecado; quando o Senhor desceu de lá “A PRIMEIRA VEZ SEM PECADO”???.
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